Eita parceria Paidégua!


:: Sequência da oficina de MetaRec

Aconteceu no último sábado (21/05) o prosseguimento da Oficina de MetaRec, parceira entre Boto Mirim e Nte Ananin.

Desta vez contamos com a presença de alguns “convidados” como a Coordenação de Educação Ambiental/Seduc-Pa, que na oportunidade nos convidou a participar das atividades da semana do meio ambiente que acontecerá na primeira semana de junho. Também tivemos alguns professores da rede estadual de educação, alguns deles lotados em salas de informática, bem como a rapaziada do Centro Comunitário São Sebastião.

As atividades de manutenção de computadores no estilo “Frankenstein” (como chamam popularmente  alguns técnicos de informática), ou seja, memória de um, juntando com hd de outro…  ao final temos um computador pronto para uso.

Deixando a brincadeira de lado, foi muito produtiva a oficina pois além de  ajudar com conhecimento prático  de manutenção aos participantes, colocamos em funcionamento equipamentos que estavam sem uso e ainda instalamos uma ferramenta livre (S.O Boto Mirim), que ajudará outras comunidades a utilizá-los para edição de texto, acesso a internet e outras atividades.

Veja as fotos desta formação.

Texto: Dinei Souza

Fotos: Livres

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Uma Pequena Ajuda as Árvores ?


Quando nos perguntamos como é feito o papel, de imediato a resposta é que ele vem do desmatamento das árvores, mas o que realmente devemos saber é de que forma se dá este processo e quais os impactos causados por esta industria.

A matéria-prima básica para o processo de fabricação do papel é a madeira, de onde se extrai a celulose, mas para se extrair a celulose antes é necessário transformar a madeira em polpa, separando a lignina, a celulose e a hemicelulose que constituem a madeira, através de processo químico ou mecânico.

Segundo o IDEC – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor

Para produzir 1 tonelada de papel são necessárias 2 a 3 toneladas de madeira, uma grande quantidade de água (mais do que qualquer outra atividade industrial), e muita energia (está em quinto lugar na lista das que mais consomem energia). O uso de produtos químicos altamente tóxicos na separação e no branqueamento da celulose também representa um sério risco para a saúde humana e para o meio ambiente – comprometendo a qualidade da água, do solo e dos alimentos.

O alto consumo de papel e seus métodos de produção insustentáveis endossam o rol das atividades humanas mais nocivas ao planeta. O consumo mundial cresceu mais de seis vezes desde a metade do século XX, segundo dados do Worldwatch Institute, podendo chegar a mais de 300 kg per capita ao ano em alguns países. E na esteira do consumo, cresce também o volume de lixo, que é outro sério problema em todos os centros urbanos.

Para contornar a situação, algumas saídas têm sido apontadas, como a utilização de madeira de reflorestamento, para frear a derrubada nas poucas áreas remanescentes de matas nativas, a redução do emprego de cloro nos processos de fabricação e a reciclagem do papel. Porém, mesmo com essas medidas, e ao contrário do que as indústrias procuram estampar nos rótulos de seus produtos, ainda estamos muito longe de alcançar uma produção limpa e sustentável.

No Brasil, as árvores mais usadas para esse fim são o eucalipto e o pinho. E neste processo não se utiliza toda a árvore e nem se aproveita o que é descartado, são retirados os galhos, as folhas e a casca, que representa cerca de 10% da árvore e usa-se a parte interna do tronco.

Ainda assim para produção de uma tonelada de papel novo precisa de 50 a 60 eucaliptos, 100 mil litros de água e 5 mil KW/h de energia. Imagine isto multiplicado pelas inúmeras empresas de fabricação de papel espalhadas pelo mundo , dizem alguns especialistas que um dos principais motivos para a terceira guerra mundial sera pela escassez da água.

Os 5 mil KW/h de energia vem a ser consumido por uma única empresa na produção de 1 tonelada de papel e ainda assim os governantes tem a cara de pau de lhe pedir para racionar o seu consumo de energia que não chega nem a 0,2 % do consumo mensal de uma única empresa, você sabia que em maior usina hidrelétrica em potência 100% brasileira (8.370 MW), localizada a cerca de 400 km de Belém no estado do Pará, município de Tucuruí e capaz de mandar energia para toda região sul do brasil e para inúmeras empresas espalhadas pelo Brasil, mas não é capaz de proporcionar energia a muitas comunidades e pequenas cidades que ficam ao seu redor.

Não vou me prolongar nisto que daria um outro post, até por que estou me desviando do assunto o qual iniciei. Tudo isto foi dito para chegarmos ao Note-Slate, mas o que seria esse tal de Note- Slate, e o que ele tem haver com este Post.

Vivemos em uma sociedade hoje dita informatizada e pensando nisto com uma dose de preocupação ambiental foi criado o Note-Slate que promete ser um revolucionário dentro da sociedade em que vivemos, tudo porque ele pretende assumir o lugar do papel, como assim?

Veja só, ele imita uma folha de papel onde você pode escrever, desenha, rabiscar e fazer tudo como se estivesse fazendo em um papel de verdade, depois que você terminar basta salvar o arquivo.

Uma Pequena Ajuda as Arvores.

Texto: Murilo Santos

Imagen: http://www.pakalolo.com.br/blog/?cat=9

Fontes:http://www.cooperativismopopular.ufrj.br/noticias_int.php?idnoticia=1082

http://www.idec.org.br/rev_servicosambiente.asp