Mais alguns frutos do Meta Mirim


Enquanto isso na sala da liga da justiça ambiental… A oficina de metarreciclagem continua a todo vapor no Centro Comunitário São Sebastião, no bairro Águas Lindas, cidade de Ananindeua. Os participantes, todos os sábados, discutem e decidem o que desconstruir para gerar algo novo.
Só para lembrar, o Projeto Meta Mirim, que acontece no Centro comunitário, é um projeto composto de oficinas de Inclusão Digital, Educação Ambiental, Manutenção de Computadores, Pintura, Artesanato, Bijuterias, englobando um projeto de metarreciclagem, utilizando como sistema operacional, nos micros que são recuperados para o uso, o GNU/Linux Boto Mirim, daí no nome do projeto Meta Mirim.

Hoje, teve relógio feito com restos de fonte ATX, disco rígido e teclas; bloco de notas feito com disco rígido; porta objetos pequenos feito com processadores K6; diversos chaveiros feitos com placas de circuito integrado e memórias de computador; brincos; porta rascunhos de papel; pulseiras e cordões feitos com fios de fonte ATX; e ainda há muita coisa pra se terminar no próximo encontro, já marcado para a próxima sexta (01/07/2011) às 18h, pois durante o mês de férias escolares o projeto continuará nas sextas ou quintas, conforme agendamento prévio, estão todos convidados.

Aproveitando, a comunidade mandou avisar que já estão aceitando encomenda!

Abaixo algumas imagens, desde a oficina de pintura até as de hoje, com construção de objetos variados.

Em breve inciaremos, dentro do projeto Meta Mirim, a oficina de Informática Educativa utilizando software livre e um minicurso de GNU/Linux.

Até a próxima galera!

Texto: Guto Ribeiro.

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PC Pendrive


Certo dia um desenvolvedor de games do Reino Unido decidiu fazer um PC que fosse barato e tivesse configuração suficiente para rodar um sistema simples, para que assim ele pudesse ser distribuído em escolas que não podem cobrir os custos de um OLPC.

David Braben, o idealizador e desenvolvedor do projeto conta que o protótipo surgiu com o entendimento de que as escolas não oferecem o suporte tecnológico necessário para o melhor aprendizado das crianças. Segundo o desenvolvedor de jogos, ainda existem muitas instituições de ensino que não possuem computadores o suficiente para atender a demanda dos alunos.

 Foi dai então que surgiu o Raspberry Pi que vem com um processador ARM 11 com 700 MHz de clock, 128 MB de memória RAM, um slot para cartão de memória microSD, uma porta USB e uma HDMI, além de ter espaço para conectar uma câmera ou um módulo WiFi. Ele pode ter um hardware considerado antigo, mas por ter suporte a gráficos OpenGL 2.0, sua porta HDMI consegue exibir uma tela com até 1080p de resolução sem problemas.

Texto: Murilo Santos

Fonte: http://tecnologia.br.msn.com/produtos/artigo.aspx?cp-documentid=28668341

Tecnologia e o Lixo


Com o fim da Segunda Guerra Mundial os computadores passaram de artigos de laboratório e instrumentos caros disponíveis para grandes empresas a artigos de consumo de uso caseiro e em todas as atividades econômicas.

 Logo as redes de computadores evoluíram de conexões entre poucos computadores de grande porte e pequenas redes locais, à Internet, que é uma rede mundial. A capacidade da computação e a capacidade da comunicação vêm dobrando a intervalos curtos e fixos nos últimos 30 anos, caracterizando processos exponenciais.

As formas de apropriação e de criação de novas tecnologias ligadas á área de Informática parecem não ter mais fim, direta ou indiretamente a informática esta ligada hoje a todos os setores imagináveis pelo homem, desde a medicina com avanços significativos na área da cirurgia a pratica de esportes que busca na tecnologia formas de se estudar a superação do próprio atleta.

 Mas da mesma forma que a tecnologia cria e desenvolvem novos produtos ela descarta, aquilo que é considerado ultrapassado vai para o lixo, a situação ainda se agrava quando fundida ao discurso capitalista que impõe a lógica do consumismo onde em alguns meses um produto já pode ser considera fora de moda ou descartável.

Segundo dados da ONU, por ano, são produzidos até 50 milhões de toneladas desse tipo de dejeto no mundo inteiro o grande problema esta no destino final dado a estes dejetos, pois a maior parte dos aparelhos eletrônicos usa em sua fabricação metais tóxicos, como mercúrio, chumbo e cádmio. Quando um computador vai para a um aterro sanitário, essas substâncias reagem com as águas da chuva e contaminam os afluentes e o solo e por consequência seres humanos que utilizam da água ou do próprio solo que fica no entorno da região.

LIXO TECNOLÓGICO

 Não importa qual o tipo ou em que parte do mundo ele esteja, o lixo constitui em um grande problema social, ambiental e de saúde publica quando a má destinações deste lixo ocorre.

 Segundo cálculos consultoria IDC a vida útil de computadores um é de aproximadamente 4 anos nas empresas e 5 anos nas residências. Ainda segundo a IDC 21,5 unidades por minuto de computadores são vendidos no Brasil.

 De acordo com a IDC, até o final de 2010 o Brasil deverá ser o terceiro maior em vendas de computadores, atrás apenas de Estados Unidos e China.

 O que em quatro anos ou menos todo este lixo eletrônico pode estar estagnado em Empresas e Secretarias ou em lixões das cidades e é ai que o problema começa quando uma maquina que poderia ter outro destino dentro da metarecilagem, acaba em um espaço inadequado.

 Um computador ou monitor que esteja abandonado a céu aberto no meio ambiente pode trazer grandes males a saúde se o contato for prolongado ou indireto quando contamina lençóis freáticos e alimentos que normalmente passam desapercebidos por falta de conhecimento dentre os metais e outros componentes químicos que um computador pode despejar no meio ambiente estão:

Alumínio:

As plantas têm suas funções vitais afetadas e acabam morrendo quando, nos seres humanos se o contato for frequente a probabilidade de coerência de Mal de Alzheimer.

Arsênio:

Quando acumulado no fígado, rins, trato gastrointestinal, baço, pulmões, pode causar câncer de pele e dos pulmões, anormalidades cromossômicas e efeitos teratogênicos (deformação fetal)‏

Cádmio:

Quando acumulado rins, fígado, pulmões, pâncreas, testículos e coração nos rins causa intoxicação crônica, Descalcificação óssea, lesão renal, enfisema pulmonar efeitos teratogênicos e Câncer.

Bário:

Não se acumula efeito no coração, constrição dos vasos sanguíneos, elevação da pressão arterial e efeitos no sistema nervoso central (SNC).

Cobre:

Intoxicações como lesões no fígado.

Chumbo:

O mais tóxico dos elementos pois acumula-se nos ossos, cabelos, unhas, cérebro, fígado e rins em baixas concentrações causa dores de cabeça e anemia exerce ação tóxica na biossíntese do sangue, no sistema nervoso, no sistema renal e no fígado, constitui-se veneno cumulativo de intoxicações crônicas que provocam alterações gastrointestinais, neuromusculares, hematológicas podendo levar à morte.

Mercúrio:

O mercúrio é facilmente absorvido pelas vias respiratórias quando está sob a forma de vapor ou em poeira em suspensão e também é absorvido pela pele. A ingestão ocasional do mercúrio metálico na forma líquida não é considerada grave, porém quando inalado sob a forma de vapores aquecidos é muito perigoso. A precipitação proteínas (modifica as configurações das proteínas) é grave o suficiente para causar um colapso circulatório no paciente, levando a morte é altamente tóxico ao homem, sendo que doses de 3g a 30g são fatais, o efeito acumulativo provoca lesões cerebrais causadas pelo envenenamento no sistema nervoso central.

Cromo:

Quando armazena-se nos pulmões, pele, músculos e tecido adiposo pode provocar anemia, alterações hepáticas e renais, além de câncer do pulmão.

Níquel:

Carcinogênico, atua diretamente na mutação genética.

Zinco:

O efeito mais tóxico é sobre os peixes e algas.

Prata:

O efeito cumulativo 10g como Nitrato de Prata é letal ao homem.

O problema é que por mais que nós tentemos fazer a nossa parte encontramos dificuldades para destinar corretamente este lixo, uma vez que não se tem uma empresa  que faça a coleta ou o governo não providencia uma solução.

Já fez a sua feira? O Boto Mirim já!


Sacola retornável

Lembro-me de minha infância no bairro do Guamá, periferia de Belém, quando ia à feira fazer compras com minha vó, com duas ou três sacolas feitas de saca de farinha ou açúcar. Essas sacolas eram feitas artesanalmente, mas também poderiam ser compradas na própria feira. Isso era década de 80, nem faz tanto tempo assim. Então, meio que não percebi direito e depois de alguns anos, já na minha adolescência, as sacolas retornáveis sumiram. As pessoas ditas modernas muitas vezes trocaram a feira por grandes redes de supermercados e aquelas sacolas retornáveis foram substituídas por outras mais bonitas e modernas, as sacolas plásticas.

Você sabia que as sacolas descartáveis levam um segundo para serem produzidas, são utilizadas em média 20 minutos e ficam 500 anos destruindo o planeta? A maioria delas acaba nas margens dos rios, em algum lixão ou aterro sanitário, poluindo o meio ambiente, como no nosso caso, aqui da região metropolitana de Belém, o aterro sanitário do Aurá, que segundo dizem, já está no fim da vida.
Por que não voltamos aos velhos tempos e começamos a utilizar sacolas retornáveis? Por que não nos tornamos modernos, mas sem destruir o nosso planeta?
Conhecidas também como ecobags, já existem algumas grandes redes de supermercados que vendem as sacolas retornáveis e de diversos modelos agradando a todos os estilos. As sacolas retornáveis podem substituir as de plástico na hora das compras, contribuindo, assim, com o nosso planeta!
Seja como brinde de empresas, aniversário ou para uso pessoal, os usuários da ecobag contribuem diretamente para a diminuição do impacto ambiental.

:: Vamos conhecer um exemplo recente ::

Em Belo Horizonte, após a aprovação da Lei Municipal 9.529/2008 e o seu devido cumprimento, proibindo o uso das sacolas plásticas, das 8h do dia 18/04/2011 até às 12h do dia 19/04/2011, ou seja, um dia e meio sem sacolas plásticas, cerca de 450 mil sacolas plásticas deixaram de ser usadas.

O que isso significa?

Isso corresponde a duas toneladas de plástico em cerca de 24 horas.
Para se ter uma ideia da importância das novas regras, projeta-se que ao final de um mês de aplicação da lei – até 18 de maio – cerca de 60 toneladas de matéria plástica deixarão de ser despejadas no meio ambiente.

Uma outra forma de comparação seria atarmos uma sacola à outra. Por dia, as 450 mil sacolinhas se transformariam em 130 km, distância equivalente àquela entre Belo Horizonte e Divinópolis.

Logo, em 30 dias de restrição, essa quilometragem saltaria para 3.900 km, uma viagem que atravessaria o Brasil, de Porto Alegre (RS) até Belém (PA).

Com essas comparações talvez fique mais fácil percebermos o impacto. Porém, enganam-se aqueles que pensam que os impactos são apenas para um futuro distante, basta lembrar das inúmeras enchentes em pequenas, médias e grandes cidades do nosso Brasil.

Benefícios do uso da sacola retornável:
• Você se torna um consumidor do Século XXI, ou seja, um consumidor moderno com responsabilidade ambiental;
• Você economiza recursos naturais e energia, que são utilizados para a fabricação de bilhões de sacolas plásticas todos os anos;
• Ajuda na diminuição de gases que causam o aumento das temperaturas e provocam o derretimento de geleiras e as mudanças climáticas.

Bom mesmo seria que nem fosse preciso ter uma lei proibindo o uso de sacolas plásticas, mas enquanto só nos tornamos modernos para o consumismo descontrolado, uma leia assim seria bem vinda também por aqui.

E aí quando vão fazer a próxima feira? Não esqueça sua sacola retornável!

Texto (com transcrições e adaptações das fontes): Guto Ribeiro

Fontes:

http://www.revistamundoeco.com.br
– http://www.portalamis.org.br/
– http://www.umtoquedemotivacao.com/
– http://www.funverde.org.br

Desconstruindo…colocando a mão na massa


Desde o dia 05 de março, iniciou-se a oficina de montagem e manutenção de micro, dentro do projeto Meta Mirim, no Centro Comunitário São Sebastião, no bairro das Águas Lindas, cidade de Ananindeua-Pa.

Para quem ainda não sabe, o Meta Mirim é um projeto de formação de multiplicadores para aplicarem, de forma independente, na comunidade onde moram a metarreciclagem, utilizando o GNU/Linux Boto Mirim. O projeto começou a ser executado no mês de fevereiro com oficinas de meio ambiente, blogs e inclusão digital. Durante os meses de março e abril será executada a oficina de montagem e manutenção de micros.

Colocando a mão na massa...aprendendo desconstruindo.

O projeto ainda terá oficinas de artes plásticas, informática aplicada à educação, eletrônica básica, entre outras.

Os participantes estão muito empolgados com os conhecimentos adquiridos. A turma tem pessoas de várias idades, pessoas com conhecimento de informática e pessoas sem muito conhecimento, mas todos já estão compartilhando suas experiências para desconstruir e construir algo novo.

Hoje conseguimos recuperar três computadores e instalamos o Boto Mirim neles. O processo de instalação foi todo realizado pelos participantes, desde a etapa de gr

Colocando a mão na massa...

avar a imagem de instalação no pendrive, configuração da bios para “bootar” pela usb, particionamento com direito a partição “/” e “/home” e tudo mais. Após a instalação, testamos alguns aplicativos que já vem na distro, como por exemplo, o Gcompris. Alguns participantes já disseram que no próximo encontro vão trazer pendrives para poderem instalar em seus computadores em casa.

Os participantes foram convidados pelo Núcleo de Tecnologia Educacional de Ananindeua (SEDUC) para poderem participar de um grande encontro para realizar a recuperação de 20 computadores, compartilhando suas experiências com os professores multiplicadores do NTE. O encontro será agendado ainda para o mês de abril, os participantes adoraram a ideia e estão ansiosos.

Texto: Guto Ribeiro